A Rede de Educação da Cidade do Rio de Janeiro, a maior da América Latina, apresenta uma grande diversidade de contratos de trabalhos.
No caso dos professores temos os que são do Fundamental I, chamados P-II e os que são do Fundamental II, chamados P-I.
Até o quinto ano, os alunos tem aulas do núcleo comum com um P-II e mais cinco tempos de aula com professores especialistas em Língua Estrangeira, Linguagens Artísticas, Educação Física e Sala de Leitura.
Do sexto ao nono ano, são os P-I que compõem a grade curricular.
Simples, certo? Errado!
Daí surge uma série de especificidades. Existem P-II com contrato de 22h30 e de 40h, P-I com contrato de 16h, 30h e 40h. É preciso garantir os 20% do tempo para planejamento, onde já começa a confusão.
Os alunos precisam de uma carga horária mínima garantida, mas pode haver amplitude de atendimento. Temos então turmas de alunos com horário parcial e turmas com horário integral.
O mais legal é que misturado a tudo isso, existem as turmas de alunos de projetos especiais, com planejamentos especiais, carga horária especial e currículo especial, sendo que do 3º ao 9º ano é necessário algum Projeto Especial para corrigir problemas de aprendizagem. Claro que tendo como problemática dois focos: correção de fluxo e analfabetismo.
Agora pega toda essa necessidade e acrescenta as creches, as escolas de Educação Infantil e o PEJA (Programa de Educação de Jovens e Adultos).
Com uma necessidade tão diversificada e com contratos de trabalho tão diferenciados, é só imaginar o tumulto na hora de organizar a coisa toda.
Para melhorar a situação, as diversidades não estão agrupadas em unidades diferentes. Elas se misturam em uma unidade só de ensino.
Concluindo, uma escola pode funcionar com turmas de Educação Infantil ao 9º ano, tendo em seu cotidiano turmas de Projetos Especiais, com diversidade entre correção de fluxo e analfabetismo, turmas em horário integral, turmas em horário parcial e PEJA. Alunos que precisam tomar café da manhã, almoçar e jantar. Alunos inscritos nos Projetos do governo federal, como Mais e Educação, que tem aulas com oficineiros. O gestor tem que organizar todo esse funcionamento respeitando as grades curriculares, os planejamentos especiais,a rotina escolar como merenda e recreio, as aulas do Mais Educação e a carga horária dos diversos contratos de trabalho dos professores.
Diversidade ou Confusão?